Vamos pensar um pouco...
Você saberia dizer qual é o segredo de sucesso e diferenciação de uma empresa em um mercado
tão competitivo e agressivo como o de hoje?
A construção de uma estratégia e de seu sucessivo alinhamento organizacional é o elemento
chave de sucesso e diferenciação e, conseqüentemente, de sobrevivência de uma empresa.
Uma estratégia bem definida é o motor principal capaz de alavancar os objetivos de mercado
esperados. Questões como: “qual o desenho organizacional para aquela estratégia?” e “quais posições,
processos e projetos a empresa precisa ter para manter-se competitiva e competente?”,
devem ser feitas a todo o momento.
Uma vez desenhada uma estratégia, para transformá-la em realidade, para dar vida e aplicação
ao que foi definido, é preciso criar ações, sistemas, processos, projetos e práticas cotidianas,
para finalmente gerar produtos e serviços que atendam a demanda do mercado.
Não existe um modelo organizacional melhor ou pior que outro. O que existe é a necessidade
de se fazer uma análise profunda da estratégia de negócio que se pretende implementar, qual
modelo organizacional, para aí então identificar que caminho seguir.
As evoluções do mundo também ocasionaram mudanças na hierarquia das empresas. Você
saberia dizer qual a tendência atual em relação a isso, ou seja, que tipo de hierarquia pode gerar
mais resultados positivos para a empresa?As tendências evolutivas no mundo das organizações mostram modelos cada vez mais horizontais e
menos hierarquizados funcionalmente.
A tecnologia de informação e o processo de globalização aproximaram as organizações entre si, reduziram
as fronteiras institucionais e, conseqüentemente, geraram modelos organizacionais onde a hierarquia
está dando lugar a uma “poliarquia”, ou seja, uma multiplicidade de sistemas hierárquicos interligados
entre si e com responsabilidades e autoridades menos claras e definidas, fruto de centros de influência e
poderes diferentes dentro do mesmo sistema.
O modelo industrial era constituído pela integração vertical do processo de produção, a partir da aquisição
de matérias-primas até a comercialização dos produtos acabados no mercado. Hoje, na pós industrialização,
a terceirização, joint-venture, associações de compras, cooperativas de consumo etc., todos
conectados via tecnologia de informação ao redor do mundo, fragilizaram as fronteiras organizacionais
em busca de especialização e excelência de algumas fases dos inteiros processos industriais e geraram
sistemas (networks) de empresas onde é cada vez mais difícil definir onde termina e a quem pertence
determinada fase de produção no contexto como um todo.
Dessa forma, de empresas claramente definidas competindo no mercado, temos hoje sistemas de
empresas conectadas em network e por contratos. Na maioria dos casos, fornecedores e distribuidores de
marcas diferentes são os mesmos e a possibilidade de diferenciação está cada vez mais nos elementos
intangíveis (conceito de marca, proposta de valor, preços etc.) do que nos bens em si.
Por conta dessas mudanças, alguns elementos fundamentais das organizações hierárquicas funcionais,
como o conceito de posição/cargo e a divisão de tarefas e responsabilidades, estão sendo repensadas
por meio de sistemas em network (cadeias/redes) onde a posição/cargo se transforma no “nó” de um
network.
Segundo Federico Bureta, estudioso e pensador italiano da teoria das organizações e desenho organizacional, esse nó pode ser definido como um sujeito ou um grupo, autor de atos originais, que é identificado,configurado e voluntariamente aceito na rede por parte de outros nós.
As redes aumentam na medida que os nós aumentam. As organizações hierárquicas normalmente têm
um número limitado de posições, mas altamente replicadas ao redor do planeta. Um network é um sistema
de colorações diferentes, ou seja, cada parte têm uma identidade própria e não se reconhece na mesma
identidade organizacional. Quase nenhuma é igual a outra. As organizações funcionais são justamente
previsíveis, bem organizadas e ordenadas. Os networks são imperceptíveis, altamente dinâmicos, horizontais,
criativos e holográficos (Capacidade organizacional de gerar, difundir e replicar em cada nó um
núcleo mínimo constante de informações e a comunicação efetuada em pelo menos um idioma comum).Exemplo
Podemos utilizar o corpo humano para fazer duas metáforas. Primeiro podemos pensar na evolução
organizacional orgânica que faz dos sistemas organizacionais um corpo único conectado
por meio da tecnologia de informação. O ser humano, nos seus vários órgãos, representa a parte
pensante, o cérebro difuso de um sistema complexo. Com o tempo se aprende a funcionar melhor
por meio de um longo e complexo processo de adaptabilidade ao ambiente competitivo e de
aprendizagem.
Além disso, podemos pensar em cada nó como responsável por uma atividade específica. Por
exemplo: cérebro, coração e pulmões possuem funções a desempenhar e juntos tentam atingir
um desafio que possa agregar valor ao network como um todo (manter a vida do ser humano) e
principalmente a satisfação individual (o funcionamento de cada órgão).
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